Soja pressionada nos EUA com possíveis estoques maiores

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (27.03) uma baixa de 6,00 centavos de Dólar no contrato de Maio/18, fechando em US$ 10,195 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com desvalorizações entre 6,00 e 6,50 pontos. Leia mais…

O mercado norte-americano da soja registrou mais uma sessão de perdas nos principais contratos futuros. De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, as cotações da soja e do farelo fecharam em queda pelo segundo dia consecutivo pelas expectativas do mercado de aumento dos estoques no relatório que o USDA divulga nesta quinta-feira (29.03).

Segundo Pacheco, os relatórios estão sendo vistos com particular interesse pelos mercados de milho e de soja, dado que serão plantados já agora na primavera, o que torna o relatório muito importante, assim como o conhecimento dos seus estoques. A Benson Quinn Commodities afirma que “o trade está vendo uma demanda sólida, alto historicamente, embora não recorde, dos estoques de soja e milho em 01 de março passado”.

De acordo com a AgResource, a análise grafista (técnica) também pesou sobre as operações: “O contrato de soja-maio foi pressionado a baixo do nível de $10,24 (que representa a média móvel dos últimos 50 dias), desencadeando um volume considerável de vendas que pesou ainda mais sobre o Mercado. Na maioria das vezes, a especulação tende a retirar o risco frente a um relatório do USDA, realizando lucros, revertendo posições, saindo das operações”.

“Nesta semana não parece ser diferente, sendo usado qualquer ponto técnico para retirar contratos abertos. Por outro lado, ainda não há nenhuma forte tendência de longo-prazo definida. O posicionamento especulativo deve continuar seguindo pela opção da compra na soja, até a publicação dos novos números do Departamento de Agricultura, nesta quinta, dia 29. Além do mais, a retirada de posições do mercado é impulsionada pelo feriado à frente, na sexta-feira de Pascoa”, conclui a ARC.

Fonte: Agrolink