CNA pede ao governo ajustes no Plano Safra

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entregou nesta quarta (25) ao Ministério da Fazenda um ofício em que pede ajustes em alguns pontos do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019, anunciado no mês passado pelo governo federal para financiar a atual safra.

 

A pauta de reivindicações inclui, entre outros pontos, o retorno da possibilidade de financiamento de assistência técnica e elaboração de projetos com recursos do crédito rural a juros controlados, o financiamento de armazéns usados no âmbito do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e a revisão dos prazos para reembolso do crédito de custeio para cafeicultura, fruticultura e cana-de-açúcar.

 

O superintendente técnico, Bruno Lucchi, e a assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Fernanda Schwantes, discutiram o tema com o secretário adjunto de Política Agrícola e Meio Ambiente do Ministério da Fazenda, Ivandré Montiel, em reunião na sede do órgão, em Brasília.

 

“O Plano Safra saiu muito favorável aos produtores, mas identificamos alguns pontos que podem ser melhorados. O prazo de 14 meses para algumas culturas prejudica a atividade. O PCA não financia armazéns usados e isso daria condições aos produtores de construir armazéns a custos mais acessíveis e a questão da assistência técnica que foi retirada do crédito com recursos a juros controlados”, ressaltou Bruno Lucchi após o encontro.

 

Ele explicou que uma das principais demandas do setor é o retorno do financiamento, com o crédito rural oficial, da assistência técnica e elaboração de projetos técnicos para os produtores. Este item foi retirado do Manual de Crédito Rural e, por conta dessa decisão, o produtor paga do próprio bolso os projetistas para desenvolver esses serviços.

 

Como algumas instituições financeiras exigem assistência técnica para liberar o crédito e a assistência técnica especializada é insumo de produção, essa medida precisa ser revista. Segundo Lucchi, a CNA vai discutir este ponto com os Ministérios da Agricultura e da Fazenda para buscar uma solução. “Queremos construir uma proposta que garanta ao produtor que ele receba a assistência técnica e que esse serviço seja de qualidade, porque é um insumo que ele precisa para o bom desempenho da sua atividade”.

 

Fonte: FMC