Soluções associadas à Agricultura de Precisão

Há um elenco de produtos e soluções associados à mecanização agrícola, invariavelmente lembrados sempre que se faz referência à Agricultura de Precisão.

O surgimento dos GNSS (Sistemas de Navegação Global por Satélites) deu origem a novas perspectivas para a agricultura e a indústria de máquinas. Muitas das inovações tratadas no contexto da Agricultura de Precisão não são associadas à gestão da variabilidade espacial das lavouras, o que gera controvérsias.

Desde o seu início, a AP tem tido a contribuição da indústria de máquinas agrícolas e do segmento acadêmico que atua nessa área. Aliás, boa parte da capacidade instalada de pesquisa que deixou de ser demandada na área de máquinas e mecanização agrícola, por ter se esgotado ou por ter sido assumida pela indústria, se deslocou para essa interface com a Agricultura de Precisão.

Atualmente, muitos departamentos de Engenharia Agrícola em universidades ao redor do mundo se destacam por atuações nessa área, o que indica a existência de demanda nesse campo.

 

As soluções

Há um elenco de produtos e soluções associados à mecanização agrícola, invariavelmente lembrados sempre que se faz referência à AP. É o caso dos sistemas-guia e de direcionamento automatizado de veículos, dos controladores de seções em pulverizadores e de linhas nas semeadoras, e da comunicação via telemetria.

Também são lembrados dispositivos anteriores a tudo isso, como o caso dos monitores de semeadoras, que já eram disponíveis na década de 1980, embora ainda não sejam intensamente adotados no Brasil.

Há ainda outras controvérsias, derivadas da própria nomenclatura de máquinas. É o caso característico das semeadoras de precisão, que existem desde a segunda metade do século XIX e recebem esse nome por possuírem mecanismos dosadores que individualizam sementes, e não necessariamente por apresentarem recursos de AP.

Casos como esses têm gerado termos como máquinas (mais) precisas, máquinas inteligentes etc. O fato é que, com a adição de inovações, algumas delas associadas à AP, os usuários passam a dispor de máquinas e de sistemas melhores.

Aliás, a AP, quando praticada em escala, necessita dessas soluções, além daquelas mais óbvias, como os sensores e o controle da aplicação de insumos em taxas variáveis.

Outro fato que não é novo, mas que está cada vez mais próximo da agricultura, é a adoção da robótica. Existem comunidades organizadas pelo mundo em torno desse tema há muito tempo, mas na agricultura os desafios estabelecidos são relativamente recentes.

É incerto quanto, onde e até quando ela estará conectada à AP, ou se terá a capacidade de se sobrepor a esta. Por enquanto, a abordagem ainda pode ser feita de forma conjunta e abrangente.